Como uma gigante de serviços se mantém competitiva e inovando ferozmente: O case da DHL

Como uma gigante de serviços se mantém competitiva e inovando ferozmente: O case da DHL

30 de junho de 2019 0 Por André Spínola

Por André Spínola e Lamisse Cavalcante


Na nossa incursão na Alemanha, pudemos conhecer um pouco mais a fundo o DHL Innovation Center, em Troisdorf, estrutura da gigante de logística que é o pivô de um grande investimento em pesquisa de tendências e desenvolvimento de soluções. Esse centro se conecta a instituições acadêmicas e de pesquisa, parceiros do setor, startups e especialistas em logística das divisões de negócios da DHL, tornando-se uma plataforma central onde todos se envolvem nos processos de inovação, por meio de:

  • Inspiração e envolvimento com os clientes
  • Fortalecimento de parcerias
  • Demonstração do portfólio de recursos de inovação e soluções de logística da empresa
  • Pesquisas de tendências
  • Eventos e workshops
DHL Inovação Modelo de Negócio

A DHL

Fundada em 1969, a DHL Express é um acrônimo do nome dos seus criadores, os norte americanos Adrian Dalsey, Larry Hillblom e Robert Lynn. Ela foi comprada pelos Correios da Alemanha em 2002, passando a integrar-se a outras empresas do grupo.

Atualmente tem cerca de 6.500 pontos e mais de 120.000 destinos em 220 países, dominando o mercado global de encomendas com aproximadamente 1,5 bilhão de envios por ano por meio de cinco divisões: DHL Express; DHL Freight; DHL Global Forwarding; DHL Exel Supply Chain e a DHL Global Mail.

Para a companhia, a mudança é um compromisso e permanecer sempre inspirados é um desafio. Com estudos avançados em algumas áreas bem relevantes para o futuro da logística, como  inteligência artificial, blockchain, robótica, internet das coisas e drones, a DHL também demonstra um bom engajamento com startups nesse processo, preferindo abraça-las para evitar que acabem com seu negócio.

Como estão fazendo

Pudemos conhecer de perto algumas inciativas interessantes, que compõem esse mosaico de inovações:

– O robô que vem sendo aprimorado para contribuir no manuseio de encomendas –  Mesmo sem ter a acurácia do manuseio humano, ele compensa com extrema vantagem uma possível perda de eficiência trabalhando 24h por dia, 7 dias por semana, sem fadiga, férias ou intervalos, com o custo unitário em U$ 35,000 (e caindo). Já são 20 em funcionamento nos Estados Unidos e Inglaterra.

– O veículo Effibot – desenvolvido pela startup Effidence, é pequeno e semi automatizado e acompanha os coletores de itens em armazéns e depósitos. Ao serem preenchidos totalmente, voltam automaticamente ao dock de onde saíra.

– DHL Trend Research – Pesquisa pela qual a organização identifica tendências. Passa pelas megatrendsmicrotrends(foco em startups), parcerias e clientes, para fechar o “radar” de tecnologias, comportamentos sociais e de negócios. Dali ela separa as tendências mais relevantes antes e depois de 5 anos.

– O processo de inovação segue uma espécie de “funil”, partindo do Trend Radar, passando por um Trend Report mais aprofundado, sendo abraçado, então, pelo Innovation Center, para, aí sim, gerar uma prova de conceito.

– A internet das coisas tem merecido uma atenção especial, em 4 frentes:

            – Storage

                        – Inventários inteligentes

                        – Optimal asset utilization

                        – Conexão das forças de trabalho

                        – Gerenciamento inteligente de energia

            – Transporte

                        – Monitoramento de condições de trafego

                        – Gerenciamento de frota

                        – Manutenção preditiva

                        – Scorecard de risco end to end para ajustar as entregas

            – Entrega

                        – Entrega e coleta otimizada

                        – Reposições automáticas

                        – Entregas e recolhimentos mais flexíveis

                        – Next generation sensibility, com etiquetas que coletam dados como temperatura e integridade das encomendas.

A pesquisa “Key Factors for IOT in Logistic” traz mais informações. Vale a leitura de toda a série DHL Trend Research, com relatórios fantásticos sobre sharing economy, realidade aumentada, 3D printing, dentre outros temas. (AQUI)

Mas e aí?

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Mesmo inovando ferozmente e dedicando tempo e recursos de qualidade para a missão, seu desafio é hercúleo. A DHL é uma intermediária entre compradores e vendedores, entre remetentes e destinatários. 

E desintermediar as relações tem recebido uma atenção absurda das startups e demais empreendedores de tecnologia. Vide a economia da colaboração e do compartilhamento. É o uso substituindo a posse cada vez com mais força e ativos sendo valorizados na forma de serviços com a ampliação e monetização do seu uso.

E a logística está no centro desse furacão evolutivo (não é mesmo Über?).