
6 Pontos fundamentais para fortalecer o intraempreendorismo e a inovação corporativa
30 de junho de 2019
O Brasil sempre ficou em posições vexatórias nos principais rankings de inovação que existem mundo afora. Recentemente houve a divulgação do Índice Nacional de Inovação de 2017, elaborado pela Universidade de Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), onde ficamos em 69º lugar, entre 130 países.
A nossa competitividade empresarial é muito baixa. Segundo estimativas da The Conference Board, instituição composta por mais de 1200 organizações públicas e privadas, cada trabalhador brasileiro gerou o equivalente a US$ 16,6 por hora trabalhada em 2016, contra US$ 67 gerados pelo americano no mesmo período. Isso nos coloca em 58º entre os 68 países pesquisados.
Vários fatores justificam essas situações. Políticas públicas ineficientes, mão de obra de baixíssima qualificação, burocracia, problemas logísticos, academia distante do empresariado e o baixo investimento e incapacidade das empresas de inovar, dentre outros.
Por outro lado, temos um ecossistema de empreendedorismo inovador e startups que vem conseguindo transpor esse cenário tenebroso e avançar a passos largos na solução de problemas com impacto e freqüência impressionantes.
É reconfortante como esses empreendedores, empresários, investidores e fomentadores vêm construindo um modelo de relacionamento e negócios bastante ambicioso e arrojado, com base em give first, give back, share ideas, meetups, centros de excelência como CUBO, Campus São Paulo, ACATE e Porto Digital, eventos como as Campus Party, a CASE, o Sebrae Startup Day, além de aceleradoras incríveis.
E as grandes empresas brasileiras vêm, ainda muito mais devagar do que precisam, buscando se conectar a esse ecossistema, ora lançando desafios e projetos baseados em inovação aberta, ora fazendo aquisições e investimentos em startups e ora fazendo mais agito de marketing do que uma atividade de inovação (infelizmente, situação muito freqüente).
Mas creio que o problema central de competitividade das grandes empresas deve ser resolvido de forma mais sustentável. E isso deve acontecer de dentro pra fora, com a estruturação de uma cultura (já falamos disso AQUI) e processos para destravar e fomentar o intraempreendedorismo e a inovação corporativa, que, por sua vez, serão responsáveis por alavancar sua competitividade.
E aqui vão os 6 pontos fundamentais para serem entendidos para se começar a pensar em mudar ou implantar um mindset adequado a isso.
– Qual é o nível de maturidade digital e inovativa da empresa (também já falamos um pouco desse assunto AQUI).
– Como é o processo de transformação digital por que passa o planeta e como ela vai guiar o mercado pelos próximos anos.
– Quais são os principais processos e ferramentas de facilitação e viabilização existentes no mercado.
– Como se integrar com o ecossistema de empreendedorismo inovador de forma eficiente e em mão dupla
– Como implementar a filosofia open, onde funcionários, lideranças e mentes externas interagem de forma significativa, “por dentro” dos processos da empresa.
– Como gerar uma visão compartilhada de futuro (north star) com toda a empresa.
