
Um carro de Fórmula 1 é uma máquina de dados!
6 de julho de 2019Pensemos um pouco no Big Data. A discussão e a abordagem sobre esse tema são, muitas vezes, banalizadas e muito confusas pelo uso de conceitos leigos, principalmente acerca do “big”.
Cadastros e planilhas Excel, dessas que carregamos em pen drives, por maiores que possam parecer aos olhos leigos, não passam nem perto disso. Muito menos pesquisas quanti e quali feitas com clientes.

Para começarmos a falar de big data temos que pensar em quatro características básicas que são volume (volume de verdade, incapaz de ser processado por um simples software de prateleira), velocidade (de obtenção, acumulação, sobreposição), variedade e veracidade. Esses são os famosos 4 “V” do *big data* (e há quem diga que são 5 e até 7).
Vocês sabiam que, em um fim de semana de treinos e corrida, UM carro de Fórmula 1, com mais de 300 sensores, fornece 7 bilhões de informações, que ocupam 500 gigabytes? E isso subsidia a tomada de decisão do piloto, de seus engenheiros e estrategistas (quantas voltas um carro levará para alcançar outro, a probabilidade de ultrapassar, duração e eficiência de pneus, entrada nos boxes, etc).
Vejam bem a enormidade desse cenário: 1 carro, em 1 fim de semana, gera 500 giga. Imaginam o acumulado da temporada e das anteriores? e todos os carros somados?
Ah, e os modelos preditivos da Fórmula 1 já são usados também no mercado financeiro.
Esse é o estado da arte do big data, do data science. Esqueçamos cadastros de clientes, cliques no portal e dados de pesquisas. Isso tudo tem valor, é claro, mas está há anos luz de ser considerado big data.
